Amor em Tempos de WhatsApp



Sim, não tenho a menor dúvida de que Deus criou a comunicação para melhorar e fortalecer os relacionamentos humanos, nos permitindo manter contato com aqueles que nos fazem bem. O diabo, o satanás, o coisa-ruim, para tentar estragar tudo, criou o WhatsApp.


Ela: mô, pciso falar c vc

Ele: pd flr, amr

Ela: n dá + pra gente continuar juntos

Ele: !!!

Ela: Depois falo mlhr, mas acabou dskupa

Ele: posso saber pq?

Ela: acho que sou eu, slá, mas não te quero mais.

Ele: tá bom, fazer o que

Ela: !!!

Ele: qfoi?

Ela: é só isso que vc tem a dizer?

Ele: pq, o que mais eu deveria dizer?

Ela: Renato, to falando que não te quero mais e vc fala tá bom? vc vai concordar assim, de boa?

Ele: bom, então vamos lá. Letícia, lembra de quando começamos a namorar, há mais ou menos um ano, e eu te disse que eu era diferente da maioria exatamente por não correr atrás? Eu te falei que não faço o tipo que se rasteja pela atenção de ninguém. Até o momento em que você me quiser, estarei aqui pronto para te dedicar todo o meu amor. Quando você não quiser mais, irei entender e agradecer pelo momento em que você me permitiu estar ao seu lado. Bom, esse momento chegou. Você disse que não me quer mais. O que você quer que eu faça? Brigue, discuta, vá até a sua casa com flores e chocolates e te implore um amor que você não tem mais? Quer que eu te peça mais uma chance, até que você fique comigo por pena de mim e de meu sofrimento piegas? Não, não vou fazer isso, Letícia. Não foi o meu amor que acabou, foi o seu. O meu continua intacto. Se você não me quer mais, não tenho o porque implorar que você continue comigo. Sim, vou sofrer muito. Mas vou sofrer calado. Aqui comigo, na minha cama, que é lugar quente. Durante o dia vou vestir a máscara de vida social e seguir em frente. Repito: meu amor continua o mesmo. Caso o seu renasça de novo, estarei aqui. Enquanto isso, seguirei em frente. Tchau!

Ela: contato bloqueado

"O Dia Em Que Conheci a Erica", ou Minha Experiência Com o Tantra

Érica, terapeuta tântrica






São 19:00. Me sinto aliviado por conseguir chegar no horário marcado, mesmo com o trânsito carregado do fim de tarde de Moema, zona sul de São Paulo. Anuncio na recepção o número do apartamento e, depois de alguns minutos, sou autorizado a subir. Ao sair do elevador, não enxergo quase nada no corredor escuro, que leva uns 3 segundos para identificar minha presença e acender as luzes. Saio procurando porta por porta, mais pelo constrangimento de encontrar alguém no corredor e imaginar que aquela pessoa iria saber o que eu estava fazendo ali. Encontro a porta certa e toco a campainha. Ouço passos dentro do apartamento. Quando a porta é aberta, encontro Érica Aguiar, modelo e terapeuta de 22 anos que naquela próxima uma hora e meia será quem irá me conduzir em minha primeira experiencia com o Tantra. 

Para entendimento do que vou descrever a seguir, é importante saber de fato o que é o Tantra, ou a massagem tântrica, até pra desfazer alguns tabus que ainda o cercam. Sim, o Tantra está totalmente relacionado com sexo. Mas muito mais do que o contexto sexual, o Tantra envolve um conjunto de ensinamentos orientais que tem, a grosso modo, o conceito de liberdade individual como foco. O indivíduo é livre para ser o que quiser ser, da forma como se sentir melhor, em qualquer área da sua vida, inclusive a sexual, e o Tantra é um caminho que conduz a essa liberdade interior. No contexto sexual, o Tantra prega a união das energias sexuais como o ponto alto da liberdade humana, momento em que a pessoa está completamente desconectada do mundo externo e concentrada apenas em sua própria humanidade, sua interioridade. O momento do orgasmo, assim, passa a ser algo quase sagrado, já que é o ápice do encontro do homem consigo mesmo, com seus desejos mais profundos, e a relação sexual deixa de ser algo apenas erótico para ser o maior momento de interação humana, o ponto em que ambos deixam de serem dois individuais para serem um único ser conectados pela energia orgástica.

OK, o discurso é bonito, mas não o suficiente para aliviar meu nervosismo, que àquela altura era visível.

Nervosismo, inclusive, que se manifestava em vários aspectos: a expectativa de não fazer ideia do que iria acontecer de fato nos minutos seguintes, a confusão em minha cabeça sobre o que era, na prática o Tantra. Vou transar? Não vai ter sexo? Ela é uma garota de programa? Massagista? Sei lá o que é isso aqui. Vim porque a proposta era interessante, mas não sei o que de fato me espera. Mas outra coisa me deixou também bastante ansioso.

A beleza da terapeuta.

A Érica não é só bonita. É incrivelmente linda! Talvez tenha menos de 1,60 e, como estava de chinelos, imaginei que ela não tinha o menor problema com o próprio tamanho. Os cabelos pretos lisos e longos, o sorriso farto que exibem dentes brancos como a neve e as curvas generosas. Ah, as curvas do corpo dessa menina. Uma perfeita harmonia que mais parece o trabalho final do plano de um Grande Arquiteto. Os seios fartos e a bunda grande e empinada dela parecem desenhados, totalmente perceptíveis no conjuntinho branco parecido com um pijama curtíssimo e transparente, que não escondem nada da lingerie rosa. Provavelmente ela seria tema de uma música de Vinícius de Moraes. Um espetáculo de beleza como se vê pouco por aí. Uma sensualidade que parece exalar pelos poros, e  Resumindo: ela é muito, muito gostosa!

A atração é inevitável!





Saliento que percebi tudo isso quando ainda estava na porta do apartamento, do lado de fora.

Ela me recebe com um beijo no rosto muito próximo à boca. Talvez por já estar acostumada às reações infantis dos homens que atende, com certeza ela percebe meu nervosismo e exibe um sorriso doce ao me oferecer água, que aceito numa tentativa de me acalmar.

Aceitei o copo de água, mas foi uma péssima ideia!

O misto de nervosismo e vontade de agarrar aquela garota me deixaram numa situação quase constrangedora. Eu tremia tanto que não conseguia segurar o copo, que quase caiu da minha mão. Ela ri e puxa assunto, conversando algo aleatório. Na sequência, e de forma muito doce, ela me explica como funciona o Tantra, os conceitos que citei acima, e me oferece uma toalha para tomar um banho antes da sessão. Após o banho, deixo minha roupa no banheiro e saio apenas com a toalha envolta na cintura e entro no quarto onde a sessão vai acontecer.

O quarto é pequeno, quase sem móveis. Apenas uma cama de casal, um guarda-roupa e uma mesa. A luz é baixa e no notebook toca alguma canção indiana que mais parece um mantra. Ela me pede que tire a toalha e me deite com a barriga pra baixo enquanto ela vai se preparar. Olha para trás na curiosidade de descobrir o que ela estava fazendo. Ela já havia tirado o conjuntinho e estava apenas de sutiã e calcinha. Fazia uns movimentos que mais pareciam preces, com as mãos juntas, olhos fechados, cabeça virada para cima. Em seguida ela volta; se senta sobre minhas pernas e me pede para relaxar. 

A sessão vai começar. 

Ela começa com movimentos sobre minhas costas, movimentos leves com a ponta dos dedos que acabam por me fazer cócegas. Os movimentos se repetem várias vezes, subindo e descendo pelas costa, seguidos de sopros que me causam fortes espasmos - na verdade o que sinto são cócegas, muitas cócegas! Me assusto no começo mas ela, de forma muito doce, se aproxima e, quase no meu ouvido, me diz para acalmar e me entregar. Os movimentos leves dão lugar à um toque mais firme. A mão dela é macia, muito macia. Passa as mãos pelas minhas costas e no meu ombro, o que até aquele momento era uma massagem comum como qualquer outra. Gasta uns cinco minutos nesses movimentos.

A coisa começou a mudar depois disso.

Ela então me pede para virar para cima, e após outro ritual parecido com a prece de antes do início, retoma a massagem, com movimentos novamente leves sobre meus ombros, peito e barriga. Desce pelas pernas e sobe novamente até que chega ao lingam, onde ocorre o ponto alto da massagem tântrica. 

Sim, "lingam" é o pênis. 

No começo parece uma simples masturbação, com as mãos dela no meu pênis puxando para cima e para baixo. Sinto tesão. Tenho vontade de beijar a boca dela, porém ela não olha nos meus olhos, olha apenas para o pênis, mas como se estivesse em algum transe. Ela inicia então um mix de movimentos intensos, doces e ao mesmo tempo precisos sobre a próstata e a base do pênis, que vão se intensificando. Nesse ponto sinto uma sensação confusa de desejo sexual e leveza, que vai ficando cada vez mais intensa. E mais intensa. As coisas começam a ficar estranhas para mim. Nunca senti aquela sensação antes. Sinto uma onda de calor tomar conta do meu corpo. A respiração fica mais intensa. O prazer aumenta. Quando me dou conta estou em um estado de quase êxtase, como numa transcendência, de tanto prazer. A sensação é a de que estou tendo um orgasmo, com contrações em todo o corpo, mas sem ejaculação, o tal "orgasmo seco" que o Tantra promete. A vontade é de gritar de prazer, mas consigo me conter. De repente sinto uma vontade intensa de tocar a terapeuta. Mais do que tocar. Sinto vontade de fazer sexo com ela. Uma vontade quase incontrolável. Começo a passar a mão nos braços dela, e ela sorri, correspondendo. Me levanto um pouco e coloco a mão nos seios dela, por cima do sutiã. As mãos descem pelo corpo dela e passo a mão na bunda dela.  Coloco as mãos nas coxas dela e tento levar a mão direita para dentro da calcinha dela. Ela calmamente acaricia meu braço e pede que eu relaxe. Me deito novamente, mas não tinha como relaxar. Eu queria transar com ela. Sinto um desejo descomunal por ela. Tesão. Muito tesão. Mas um desejo diferente do que senti quando a vi na porta. Mais do que o tesão comum de um cara que está na cama com uma mulher bonita. Sinto uma ligação quase espiritual com ela, uma vontade inexplicável de compartilhar com ela toda aquela sensação maravilhosa que estou sentindo ali no momento. É como se ali o sexo fosse algo sagrado, o clímax de um momento de bem estar supremo entre duas pessoas ligadas por uma energia maior. 

Mas não, não houve relação sexual. 

Ela continua fazendo movimentos em meu pênis, e pouco depois tenho um novo orgasmo, mas agora o orgasmo comum. Parece que entrei em transe de tanto prazer. A visão escurece rapidamente. Entro num estado de relaxamento como nunca senti na vida. Sinto sono. Ela se levanta para se limpar. Volta com lenços umedecidos e me limpa calmamente, enquanto conversa algo que nem lembro bem o que, já que estava relaxado de uma forma como nunca havia ficado antes. 

Me levanto para um novo banho. Após, conversamos ainda alguma coisa sobre a vida pessoal dela - vale destacar a simpatia dela que cativa até os mais incrédulos - e logo depois vou embora. A sessão encerra da melhor forma possível. Consegui vivenciar a experiência tântrica em sua plenitude.

Se recomendo? Sim, com certeza. O Tantra é mais do que sexo, é um reencontro consigo mesmo. Muito mais do que uma massagem relaxante, é uma sessão de descobertas. Vale a pena!